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Boa sorte

As músicas sempre estiverem presentes nesse meu período de intercâmbio. Impressionante como cada uma, em sua época, fez história nesse meu ano. E tenho a certeza que elas ficarão na minha mente e me trarão boas lembranças. Nesse momento de fim de festa, de fim de intercâmbio, tem uma música que não sai da minha cabeça. Também, a "dita cuja" toca no mínimo 3 vezes nas rádios portuguesas e mesmo que eu tente não escutá-la, ela toca. É uma música "grude", mas que tem muito a ver com essa fase que estou iniciando: de despedidas, mudanças, novos desafios e eventos imprevisíveis. A menos de 1 mês de terminar meu intercâmbio, ainda não sei meu destino....então só posso me desejar "Boa Sorte"....seja qual for o meu futuro. "É só isso Não tem mais jeito Acabou, boa sorte Não tenho o que dizer São só palavras E o que eu sinto Não mudará Tudo o que quer me dar É demais É pesado Não há paz Tudo o que quer de mim Irreais...Expectativas....Desleais That's it T...

365 dias de pura emoção

Hoje é dia 23/01/2008. Há exatamente 365 dias atrás meu avião pousava no aeroporto do Porto e dava-se início à minha grande aventura de intercâmbio. Quem imaginava que iria passar tão rapidamente? Mas passou...... Inevitável fazer uma espécie de reflexão sobre tudo o que vivi nesse último ano que foi, no mínimo, intenso. Voltei do trabalho tarde pensando no aprendizado e em tudo o consegui perceber através desta maravilhosa experiência de viver em outro país, longe de tudo àquilo que era a minha base. Tenho uma certeza: Eu amei cada minuto dessa experiência. Cada lágrima derramada, cada sorriso, cada pensamento, cada reflexão, todo o sofrimento, toda a saudade, e as escolhas. Como é bonito perceber que eu aprendi algo novo com cada momento vivido além-mar, por mais triste ou difícil que tenha sido. Vivi uma completa revolução na minha mente e na forma de olhar a vida. Mudei....muito. Me transformei numa nova pessoa e acho que evoluí, mesmo que em alguns momentos eu pareça estar cometen...

Expresso Braga- Paris (Via Lisboa)

A idéia Meu grande sonho de consumo é um dia ter um motohome para sair pelo mundo desbravando cada cidadezinha das Américas. Aqui na Europa isso é muito comum e eu fico toda empolgada quando vejo um. Baseado um pouco nessa minha vontade, no final do ano resolvemos fazer uma viagem de motohome até Paris para passar o ano novo. Eu e a Lú começamos a procurar preços e modelos disponíveis para a aventura. Entramos em contato com diversas locadoras e começamos a construção dàquela que seria a nossa grande viagem de fim de ano. O roteiro A Lú preparou minuciosamente cada detalhe: Olhou mapas, kilometragem, calculou custos, verificou as principais cidades onde iríamos dormir e também as que mereceriam uma pequena pausa para reconhecimento da área. Definiu horários, estabeleceu objetivos. Foi um excelente trabalho. Para finalizar, calculamos o custo financeiro para cada aventureiro e mandamos o email convite. Acabamos convencendo mais gente do que um motohome suportaria. A solução para não dei...

Receita de Ano Novo

Para comemorar esse ano que se inicia (e enquanto eu não arrumo tempo para colocar esse blog em ordem), queria compartilhar uma mensagem linda do nosso querido Carlos Drummond. Que ela sirva de inspiração para este ano de 2008. Receita de Ano Novo (Carlos Drummond de Andrade) Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanhe ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegrama?). Não precisa fazer lista de boas intenções para arquiva-las na gaveta. Não precisa chorar de arrependi...

Natal tipicamente Brasileiro em Braga

Após 26 anos, este foi o primeiro Natal que passo longe dos meus pais. Mais cedo ou mais tarde isso tinha que acontecer. Mas para compensar tive a Companhia da minha mana querida que veio compartilhar as festividades de fim de ano aqui em Portugal. Para que ninguém ficasse triste, eu e a Luciana organizamos uma festinha tipicamente brasileira e convidamos os amigos brasileiros, claro. Montamos o cardápio baseado nas nossas tradições de comer bacalhau (de qualquer jeito) e Rabanada assada (nada de fritura na noite de Natal). Além disso, o cardápio continha saladinha verde, salada de grão de bico, Quiche de champignon e lombo com molho de Abacaxi (ficou uma verdadeira delícia). Muito vinho, coca-cola e algumas cervejas. Para variar, exageramos na comida. Era ceia para mais de 20 pessoas e nós éramos apenas 12. Mas “Viva a fartura que a Miséria ninguém atura”, como diz minha mãe. Passamos a noite entre conversas entre amigos, reuniões virtuais com nossos pais e muitas risadas. Nesse momen...

A hora das despedidas

As despedidas estão chegando e estão se tornando mais frequentes. É fim de ano, época de Natal e muita gente vai ao Brasil para as festas. Sábado passado fizemos uma festinha lá em casa para comemorar a despedida da Camila. A agitação começou cedo, por volta das 14:30 quando o bar de casa abriu oficialmente. Eu fui para a cozinha, junto com meu combustível, para preparar a feijoada. Foram quase 2 kg de carne, incluindo a carne seca e 1,5 Kg de feijão. Ela só ficou pronta às 18:00, um pouco antes dos convidados chegarem. Ficou muito boa. Minha mãe ficaria orgulhosa, afinal, fazer um feijoadão para 20 pessoas não é nada fácil. E não sobrou nada. A galera comeu tudo. Abrimos com o tradicional caldinho de feijão com direito à bacon e salsinha por cima. O público português aprovou. Bebemos de tudo: cerveja, caipirinha, caipiwi, vinho tinto, vinho branco, vodka preta. Uma mistura danada mas que acabou bem. O Higor veio de Lisboa e eu adorei a presença dele lá em casa. É sempre bom encontrar ...

Histórias de Comboio

Na quinta-feira passada fui ao Porto para um evento do Projeto da Aiesec. Na volta peguei o comboio Porto-Braga das 20:45. Talvez inspirada pelas histórias de comboio do André, (que eu sempre acompanho através do blog dele) passei a observar mais as pessoas e a viagem. E foi divertido. Sentei-me diante de um casal de namorados, jovens e com um estilo próprio. A menina era linda, com uns olhos grandes e vibrantes, contornados com uma delineador preto. Me fez lembrar a Mirela, minha prima. O rapaz tinha cabelos grandes e um jeito roqueiro de ser. Eu fiquei ali sentada fazendo meu cachecol no tear da Luciana mas prestando atenção no que eles conversavam. Sei que não deveria, mas era inevitável. Eles vieram estudando uma língua diferente, que eu não consegui identificar. Talvez grego, ou russo, sei lá!! Também vieram "namoricando", uma dança bonita de se ver. Devem estar apaixonados...ainda!! Também estavam apertando uma bolinha macia, para relaxamento, e eu tive vontade de pergu...