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Tempos difíceis

  Estamos vivendo tempos difíceis. Tão estranho que parece que estou vivendo numa matrix, como se todos os últimos acontecimentos fossem frutos de um pesadelo estranho, daqueles que vc anseia para acordar logo.  Temos um lunatico genocida no poder, que mais parece a reencarnação piorada do Hittler. Cada família viveu uma experiência de perder alguém querido. Algumas não estão tendo tempo nem mesmo de viver o luto de uma perda e estão sendo atravessados por outra. No meu mundo interno, vi a perda do pai da Maria Alice, depois da Dona Marília, vi a partida repentina do meu primo Bruno e depois do Cristiano. Por fim, temos a notícia de um câncer que se espalha de forma avassaladora no meu sogro Tuffy. Agora acabou de receber a notícia da morte da Dona Diva. Enfim...tenho a sensação de que essa transição planetária não está sendo suave. Pelo contrário, ela está promovendo uma limpeza generalizada em tudo aquilo que acreditávamos ser essência, ser raiz, ser a base. Está nos fazendo...

Saúde mental (escrito em 16/08)

Hoje levantei da cama agora às  7:00  da manhã e desisti de dormir. Estava muito ansiosa, com muitos pensamentos e resolvi levantar e ser produtivo. Enfim, melhor começar o dia ao invés de ficar lutado contra o sono e pensando em mil coisas que insistem em permanecer. Se teve algo que aprendi nos últimos anos é exatamente não lutar contra a maré. Aceitar nossos processos e sentimentos é a forma mais fácil de lidar com os problemas e ajuda a minimizar bastante as questões.  Despertei para amamentar a minha filha e depois não consegui dormir mais. Na mente, muitos pensamentos divergentes: Coisas para fazer, Sonhos, erros e acertos. Fiz um chá para me ajudar na recuperação de uma gripe sinistra que me acompanha a alguns dias. Resolvi escrever, pois é uma forma que adoro de organizar os pensamentos e desabafar os desaborres.  Comecei a pensar no relacionamento com a minha mãe. Acho que no final das contas, a gente realmente acaba só compreendendo os nossos pais depo...

Desabafos aleatórios

Há tempos não venho aqui. E sinto que preciso fazer esse desabafo, usando as palavras e a escrita como forma de exorcizar aquelas feridas que ainda estão abertas, ávidas para cicatrizar. Sinto isso porque converso mentalmente com a mente como um ensaio de alguém que possa (ou queira me ouvir).  Essa semana reli o e-mail (e a resposta que tive) que enviei à coordenação da casa espírita há mais de um ano. Reli na tentativa de analisar o contexto com outros olhos e tentar dissolver essa coisa que ainda está por aqui dentro do meu coração. Pro meu marido isso acaba sendo uma obsessão, ainda pensar em tudo isso, mesmo após tanto tempo. Pra mim é, sobretudo, um processo de autoconhecimento. Faz parte daquelas experiências que a gente vive e que fica entalado sem dissolução, aguardando que o tempo e a maturidade ajudem nessa empreitada. Mas é preciso se resolver, deixar fluir, no tempo certo, é claro! É assim que eu funciono e já tive experiências em outros momentos de vida desses mesm...

Pensamentos da madruga

Acordei por volta das 04:30 e não consegui mais dormir. Fiquei uma hora na tentativa de relaxar a mente e voltar ao meu sono profundo (que muito me ajuda), mas não deu. Os pensamentos entravam e saiam com uma velocidade impressionante, não deixando que minhas orações e tentativas de meditação acalmassem o meu coração. Tive uma semana difícil. Nem tanto assim, se eu relativizar as coisas. Mas quando a gente vive aquele momento conturbado, fica difícil relativizar. Passei um feriado em meio à natureza, mas sentindo uma energia esquisita. Ando sem paciência para um grupo seleto de pessoas. Voltamos para JF e já na segunda feira, recebi a informação de que não passei adiante em um processo seletivo em que estava depositando todas as minhas fichas e energias. Seria um sonho, trabalho dentro do meu propósito (como já há anos estou buscando), conexão com pessoas bacanas, inteligentes e antenadas. Seria um bálsamo azul para esse momento ansioso da minha vida. Mas não rolou. :( OK! A gente ...

Desapegos (Escrito em 15/07/2018)

Ontem começamos a encaixotar a casa, guardar lembranças, rever memórias cobertas pela poeira e pelo dia a dia que nos consome e nos afasta desse passado. É uma oportunidade ímpar de agradecer todos os minutos vivenciados nesse lar, em que fomos muito felizes. E praticar o desapego, porque enquanto a gente encaixota a vida, percebemos o quanto a gente acumula coisas e o quanto elas podem nos prender nesse universo materialista, sem percebermos.  São os nossos óculos, as nossas revistas, os nossos livros. Tantas coisas que ficam anos ali paradas, guardadas em gavetas e armários sem que a gente se dê conta, e nos toma tanta energia. Por isso é importante deixar ir.....porque pode doer na hora, mas depois de alguns meses, quiçá dias, a gente nem se lembra mais desses pequenos objetos que nos prendem a esse mundo de carne. O que a gente guarda mesmo (eternamente) são as lembranças. A memória de um sorriso, de um abraço de conforto, de uma palavra amiga, um dia de descanso, uma risada...

Fazer o que se gosta (escrito em 20/06/2018)

Hoje o dia começou quente! Mau humor da colega de trabalho porque o carro não pega, fornecedor chato pedindo uma posição e te agredindo verbalmente pelo telefone e chefe à distância te dando patada como se você fosse uma idiota e forçando a fazer uma atividade que vc está resistindo porque está desalinhado com os seus valores. Aí desci para tomar um ar, respirar novos ares e fazer a pressão baixar antes que a emoção nos faça pegar a bolsa e entrar no primeiro ônibus rumo ao Rio.  Qual o peso de trabalharmos 12 horas por dia em algo que não gostamos? Qual o impacto de desenvolver uma atividade em que você precisa abrir mão dos seus valores pessoais?  Quais consequências o desalinhamento entre discurso e crenças x praticas trás para nosso corpo e nossa mente? Minha última experiência profissional me mostrou que são imensuráveis, gigantescos, incalculáveis!!  A mesma motivação que um trabalho bem feito e com propósito trás de satisfação e bem estar para nosso organi...

A responsabilidade dos pais (Escrito em 16/06/2018)

Eu tenho uma profunda admiração pelos meus pais e sou agradecida pela educação que nos deram. Dentro das referencias que eles tiveram, chego a pensar que foi praticamente um milagre formar 3 filhos íntegros, do bem e honestos. Mas todo processo educativo implica em erros e acertos, mesmo porque errar é algo íntinseco da natureza humana, que é imperfeita. E é consenso que quando os pais falham, é sempre com a intenção de acertar e sempre visando o melhor para seus filhos (toda regra tem a sua exceção, claro). O desafio de educar torna-se ainda maior  quando lembramos que ninguém é preparado para ser pai e mãe. Não existem escolas, nem faculdade e nem curso preparatório para conseguirmos desempenhar de forma mais adequada (com menos erros possíveis) o que considero a nossa maior missão de vida. No passado, época em que meus pais foram pais, era ainda pior. Hoje temos, ao menos, psicólogos, pesquisadores e escritores que abordam essa temática, o que ajuda bastante no processo educati...